História de Lisboa

Ponte 25 de Abril
Castelo de São Jorge
Parque das Nações
Vista de Castelo de São Jorge
Mosteiro dos Jerónimos
Padrão dos Descobrimentos
Ponte 25 de AbrilCastelo de São JorgeParque das NaçõesVista de Castelo de São JorgeMosteiro dos JerónimosPadrão dos Descobrimentos

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Repleta de história e de cultura, Lisboa é conhecida pelo azul do céu e pela hospitalidade das suas gentes, pelos seus tesouros arquitectónicos, pelos invernos amenos e, claro esta, pelo seu charme incomparável. Trata-se de uma das mais fascinantes e apaixonantes cidades da Europa. O som dos eléctricos a subir e a descer as ruas empedradas da cidade, o fado que ecoa em alguns dos bairros mais típicos e a modernidade de alguns dos seus edifícios em ameno convívio com os monumentos históricos que traçam a genética de uma cidade que se estende até o rio Tejo, o mesmo que no século XV testemunhou a ousadia dos nossos navegadores que partiram à descoberta do Mundo. Lisboa combina na perfeição o novo e o velho. Por aqui andaram povos iberos, celtas, gregos, fenícios, cartagineses, romanos, godos, vândalos, alanos, suevos, visigodos e mouros, antes de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, ter conquistado a cidade em 1147. Todos eles se deixaram encantar por este local que tem uma luminosidade única no mundo – não falta quem considere que é esta que lhe dá o nome: Luz Boa –, banhado por um rio calmo e generoso. Os fenícios ter-lhe-ão chamado Allis Ubbo, expressão que significa justamente «enseada amena» ou «porto seguro». Quando chegam os Romanos, a cidade passa a chamar-se Felicitas Julia; com os Visigodos,  Ulishbona, e os Mouros referem-se a ela como al-Lixbûnâ. Reza a lenda que Lisboa foi originariamente construída sobre sete colinas e por isso é que ainda hoje apresenta uma enorme diversidade de paisagens. Todos os locais da cidade mantem um toque de tradição. A paisagem ondulada está repleta de esplanadas, magníficos edifícios vanguardistas, monumentos que nos transportam ao passado, inúmeros museus e belíssimos miradouros. Como capital do país, foi também aqui que tiveram lugar alguns dos momentos mais relevantes da história portuguesa, incluindo 400 anos de ocupação árabe, a florescente época dos descobrimentos, o fim da monarquia, os anos da ditadura e a revolução pacífica de 25 de Abril de 1974. Se existe uma zona da cidade que tenha testemunhado tudo isto foi o próprio centro – A Baixa. Após o grande terramoto de 1755, o centro histórico foi gradualmente reconstruído graças ao esforço e à persistência de Marques de Pombal, e a verdade é que ainda hoje é considerado um dos exemplos mais impressionantes de reconstrução arquitectónica na Europa devido aos modernos materiais e técnicas usadas à época. A parte mais antiga desta fascinante zona é o Rossio, conhecido pelos seus engraxadores, teatros históricos e a variedade de cafés e restaurantes. Deve passear pela agitada Rua Augusta acabando na Praça do Comércio, uma das praças mais famosas da Europa e a zona onde se encontram alguns dos cafés mais antigos de Lisboa. Pode ainda passear pelos pequenos mercados ao ar livre e observar os artistas de rua. Obrigatório subir no Elevador de Santa Justa para contemplar a cidade a partir do alto. A caminho da Praça Marques de Pombal passa-se pela elegante e arborizada Avenida da Liberdade, a artéria com mais glamour e mais árvores da cidade, famosa pelas suas lojas e restaurantes sofisticados e pelos hotéis de luxo. A sua inauguração, em 1879, marca o crescimento da cidade para além dos traços pombalinos. Foi também nesta zona que estalou a revolta que havia de implantar a república em Portugal, em 1910. Ao cimo da Avenida, encontra-mos o imponente Parque Eduardo VII, que assim foi batizado em honra do monarca inglês após a sua visita em 1902. No início do século XX, os alfacinhas entretêm-se com o fado, as touradas, o futebol e o teatro de revista. A noite de Santo António, com as marchas populares, é o momento mais aguardado do ano, apesar de ser São Vicente o santo padroeiro de Lisboa, desde 1173, quando ocorreu o episódio ainda hoje evocado no brasão da cidade. Durante a II Guerra Mundial, a localização geográfica da capital portuguesa faz dela um dos grandes centros de espionagem do conflito. Com o Estado Novo, Lisboa é alvo de grandes intervenções arquitectónicas, de que se podem destacar a ponte sobre o Tejo e o Padrão dos Descobrimentos, por exemplo. É também nas ruas da cidade que se dá a Revolução dos Cravos, em Abril de 1974, e foi no Mosteiro dos Jerónimos, já em 1985, que se assinou o tratado de adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia. Em 1988, mais uma ferida é aberta no rosto de Lisboa, com o incêndio de grandes proporções do Chiado, e data do final do milénio a última grande renovação urbana, com praticamente uma nova cidade a nascer na zona oriental, impulsionada pela Expo 98.